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Tuesday, September 16, 2008

Como seria se me perdesses?

Precisamos de tentar chegar ao ponto de ver o que possuímos exactamente com os mesmos olhos com que veríamos tal posse se ela nos fosse arrancada. Quer se trate de uma propriedade, de saúde, de amigos, de amantes, de esposa e de filhos, em geral percebemos o seu valor apenas depois da perda. Se chegarmos a isso, em primeiro lugar a posse irá trazer-nos imediatamente mais felicidade; em segundo lugar, tentaremos de todas as maneiras evitar a perda, não expondo a nossa propriedade a nenhum perigo, não irritando os amigos, não pondo à prova a fidelidade das esposas, cuidando da saúde das crianças etc.
Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: ‘Como seria se fosse meu?’, e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: ‘Como seria se eu o perdesse?“

. Arthur Schopenhauer in A Arte de Ser Feliz .

Engraçado a vida, pois muitas vezes só nos damos conta do valor de alguém quando o perdemos. Não devia ser assim pois não? Por isso que por mim, para mim, tenho que cultivar, preservar as amizades, amores que tenho pois sei o que custa perder alguém que se ama muito... e não poder fazer nada para o ter de volta... nem adiantava... não dependia de mim. Por isso sei o que é continuar levando a vida com esta dor encerrada cá dentro.... mas se um dia voltar a amar alguém farei com que todos os dias sejam vividos como se fossem os últimos... pois nunca saberemos se o será ou não!

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