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Monday, November 10, 2008

A alma de quem escreve...


" Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma não tem preço."

Carlos Ruiz Zafon, em "O Jogo do Anjo"

Os livros sobrevivem aos seus autores. Será esse mesmo o significado de deixarmos os nossos pensamentos registados, para que alguém no futuro leia as nossas memórias? Eu gostava que as minhas palavras pudessem de certa forma se eternizar, mesmo depois de eu cá não estar. Gostava que na minha escrita o futuro leitor se pudesse inspirar, sentir comigo o que senti no momento em que as escrevi. Pois o verdadeiro segredo das palavras está na envolvência que criam ao redor de quem as lê. Um escritor que não consegue envolver o seu leitor não será certamente um bom escritor pois nós os leitores assíduos necessitamos nos envolver, nos apaixonar pelo que estamos a ler, tal como quando nos deixamos envolver pela paixão. E eu sim, gosto de paixão, tanto nos livros, nos filmes, e na minha vida também.... bela

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2 comments:

acqua said...

Nunca pensei sobre isso, mas gosto da idéia de desaparecer repentinamente e pronto, deixar apenas palavras e nada mais...

moni said...

todos nós que gostamos de escrever de certa forma ficamos eternizados. Principalmente no mundo virtual, nem que seja apenas 1 pessoas, mas sempre haverá um leitor. Beijos