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Monday, December 8, 2008

EU


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa a ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Em homenagem a Florbela Espanca que nasceu a 8 de Dezembro de 1894.
Copiado a ideia daqui http://interludioemflor.blogspot.com/

1 comment:

acqua said...

Eu gosto de começar o meu dia assim, lendo poesias. Ontem estive nos céus com a leitura de alguns blogs que participaram da blogagem coletiva, mas o tempo roubou-me este prazer que agora retomo... Nada acontece antes ou depois, sempre há o seu momento, como este em que o céu despeja silêncio e pequenos raios de sol calminhos e mansos... Abraços meus