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Monday, March 16, 2009

PRECIOSIDADE

“De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos.

Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quase majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não se espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma jóia. Ela.

Acordava antes de todos, pois para ir à escola teria que pegar um ônibus e um bonde, o que lhe tomaria uma hora. O que lhe daria uma hora. De devaneio agudo como um crime. O vento da manhã violentando a janela e o rosto até que os lábios ficavam duros, gelados. Então ela sorria. Como se sorrir fosse em si um objetivo.”


"Que saudades tenho dos meus tempos de menina sonhadora. Também eu aproveitava todos os bocadinhos sózinha comigo própria para aí sim alimentar os personagens que viviam dentro de mim. Eu protagonista de grandes feitos, de grandes amores, naqueles momentos, naqueles breves momentos, eu era... o que queria ser.... bela"

1 comment:

Adrielly Soares said...

Antes eu era mais saudosista hoje eu só tenho saudade das horas em que estou mais perto das pessoas que eu gosto, e não de épocas.
Um beijo menine.

Ps: amei a foto.