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Wednesday, July 8, 2009

Um amor assim...

"O que são amores proibidos? Amores cujos intervenientes por mais intenso que o sentimento seja estão impossibilitados de viver seu amor. Amores separados por questões familiares, questões sociais, questão políticas. Todos nós já ouvimos falar desses amores, quer sejam personagens de obras literárias, quer sejam no cinema. Na vida real também existem se bem que suas histórias não sejam tão conhecidas, são realidades de vida. Pessoas que se cruzam muitas vezes na altura errada. Ironias do destino talvez. Este tema de tão controverso não é novo, já foi vezes sem conta discutido, serviu de inspiração a escritores, argumentistas, até a qualquer um de nós. Mas a realidade é que um Amor Proibido estará a maior parte das vezes condenado ao sofrimento dos amantes. Raramente tem um final feliz, infelizmente por vezes alguns deles terminam em tragédia. Pode-se evitar um amor assim? Não não se pode. Sentimentos que se elevam por cima da razão. Sentimentos que devastam, que mudam o curso de vidas. São sentimentos, apenas se podem sentir...

Hoje lembro me da Lenda de D. Pedro e Dona Inês de Castro. Haverá tragédia pior que a que os envolveu?
Dona Inês era aia de Dona Constança, esposa do Infante D. Pedro. Ambos se apaixonaram perdidamente. Boatos começaram a circular na corte acerca do suposto romance. O pai de D. Pedro, D. Afonso IV que não aprovava este romance mandou exilar Dona Inês na fronteira Castelhana. Se bem que tal distância não foi capaz de destruir tão forte sentimento. Dona Inês e D. Pedro continuaram a sua paixão mesmo indo contra as ordens de D. Afonso. Dona Constança falece entretanto a dar á luz e D. Pedro pôde finalmente fazer regressar Dona Inês para sua companhia. O escandâlo foi enorme, as relações entre D. Pedro e D. Afonso ficaram abaladas. Da paixão deles nasceram quatro crianças, uma delas falecendo logo após o nascimento. Quatro crianças que aos olhos de D. Afonso não passavam de bastardos. Bastardos esses que á morte de D. Fernando (filho de D. Pedro e Dona Constança) teriam direito ao trono.
Angustiado com tal possibilidade, D. Afonso decide mandar matar D. Inês. Aproveitando uma ausência de D. Pedro, enviou dois consignatários para a executarem. Segundo reza a lenda as lágrima derramadas por Dona Inês aquando a sua morte se revêm até hoje numas algas avermelhadas que crescem na Fonte dos Amores na Quinta das Lágrimas, como símbolo do seu sangue.
D. Pedro surpeendeu toda a corte, quando os informa que se teria casado com Dona Inês em segredo, tendo apenas o capelão como testemunho dessa união, podendo assim legitimar os filhos dessa união. Os agressores de Inês foram perseguidos, apanhados e executados. D. Pedro não ainda satisfeito com tamanha vingança, decide proclamar D. Inês, Raínha Póstuma, obrigando todos os membros da Corte a proceder ao beija-mão da Raínha Morta, eternizando assim a coroação da mulher que amou por uma vida. Após a sua morte, D. Pedro foi sepultado junto da sua amada Inês. E assim segundo a lenda, se «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final».

Um amor assim que supera as barreiras da própria morte. Quero crer que não se passa apenas de uma lenda, que na nossa história, na história do nosso país realmente, existiu um Pedro e uma Inês, que se amaram muito para além da morte. Bela"


Fonte :
http://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%AAs_de_Castro

2 comments:

S* said...

E é tao linda esta historia. Lembro-me da primeira vez que a ouvi, ainda andava na primária. :D

Susana Simões said...

Esta é uma fantástica história de amor. É, sem dúvida, marcante e inesquecível. Nunca mais me esqueci :)