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Sunday, May 16, 2010

Eu não quero

imagem daqui
"I don't want to be married just to be married. I can't think of anything lonelier than spending the rest of my life with someone I can't talk to, or worse, someone I can't be silent with. "
Mary Ann Shaffer (The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society)

"Esta simples frase resume o que eu penso das relações homem/mulher e o que eu pretendo para mim. Nunca poderia ser feliz com alguém que não gostasse das mesmas coisas que eu. Nunca poderia ter ao meu lado alguém que não entendesse a minha paixão por livros, alguém que me cobrasse os momentos preciosos em que estou envolvida numa leitura . Nunca poderia ter ao meu lado alguém que não gostasse de conversar sobre tudo, alguém que não gostasse de caminhar, alguém que não gostasse das mesmas coisas que eu gosto. Não quero alguém que me tente agradar, quero alguém que goste das mesmas coisas que eu. Alguém que eu possa comentar sobre um tema sem entrarmos em conflito, alguém que tal como eu aprecie os momentos de verdadeira cultura e aprendizagem e não alguém que vive com a cabeça no futebol. Alguém que aprecie a companhia dos meus amigos, como eu certamente apreciarei a companhia dos dele. Alguém que respeite meus silêncios, meus momentos menos bons, que não me cobre por isso. O segredo está em se fazer coisas juntos, na partilha, nesta vontade de explorar a vida mas juntos. E não cada um seguir para o seu lado. Não me parece que pessoas psicologicamente opostas consigam fazer as relações funcionar. Tem que haver partilha de informação, tem que haver coisas em comum, só assim a monotonia não se instala. Como a frase acima diz, não quero alguém só para dizer que tenho alguém, para satisfazer os outros. Quero acima de tudo alguém que me faça companhia, que ria comigo, me faça rir. Quero boas gargalhadas, quero aqueles momentos em que não são precisas palavras. Quero senti-lo ao meu lado mesmo que não esteja. Quero a cumplicidade de quem lê a minha alma. Quero a partilha dos silêncios, dos gestos espontâneos, dos carinhos sem serem cobrados nem pedidos. É isso que eu quero. E não aceito nada menos que isso. Sou exigente? Sim sou, mas já que é para viver com companhia ao menos que seja muito bem acompanhada! Bela"


P.S. Não se esqueçam do desafio que lancei neste post
TEMA: Poesia
Prazo das participações: Todo o mês de Junho
Enviar para : justmepoeticgirl@gmail.com
Resultados serão anunciados a 17 de Julho

22 comments:

Eli said...

Nem eu...

Se bem que os gostos diferentes podem trazer coisas boas...

:)

izzie said...

E Eu gosto de ti.
Adorei descobrir esta frase contigo...

Beijinho,

Olhos Dourados said...

E fazes bem, senão não tem sentido nenhum!

Miguel said...

PG,

Quem te Amar, assim como quem tu Amares, aceitar-te-à como és, sem questionar nada disso, sem cobrar, sem exigir coisas absurdas e menores...

Não tem a ver com os gostos ou não mas com a maneira como se relaciona contigo...

Beijinho

Gi said...

Concordo plenamente com o que dizes. Se é para estar com alguém que seja para partilhar.

beijo, beijo, beijo
Gi.

Fernanda said...

Olá,
és MUITO exigente, mas fazes muito bem em desejar uma boa companhia para a vida ;)

P.S. Vou pensar no desafio, não prometo, depende do meu tempo e da inspiração.

Beijinhos :)

Poetic GIRL said...

Eli: Mas gostos muito opostos também não é bom acredita, pelo menos a longo prazo! bjs

Poetic GIRL said...

izzie: Também gosto de ti! Sim foste a primeira com quem partilhei! bjs

Poetic GIRL said...

Olhos Dourados: Pela experiência que tenho tem que ser mesmo assim, pelo menos comigo!

Poetic GIRL said...

Miguel: Talvez o amor verdadeiro seja mesmo assim. Mas ambos sabemos que esse amor verdadeiro é sim cada vez mais raro, e nas minhas ultimas aventuras as pessoas não estão assim tão dispostas a respeitar as diferenças dos outros. Eu respeito. Tu respeitas. Mas há muita gente que gosta de fazer prevalecer o que querem! bjs

Poetic GIRL said...

Gi, sem partilha não tem o mesmo encanto pois não? bjs

Poetic GIRL said...

Fernanda: A vida é bem melhor quando acompanhada! Fico à espera da tua participação! bjs

Anonymous said...

O amor é algo muito creativo, geralmente escolhe caminhos que por vezes não estamos à espera, o que o torna belo. Não é ir ao supermercado fazer compras e levamos a nossa lista, para não nos esquecermos de nada. Porque se compararmos a nossa listinha de características com a pessoa que e amamos, vamos encontrar á frente de algumas características cruzes que querem dizer que não corresponde. Até podemos chegar ao ponto do que o número de certos é menor do que o número de cruzes, mas o que importa se eu gosto de estar ao lado daquela pessoa. Acho que estas listinhas, limitam-nos a nós próprios e deixamos passar pessoas especiais simplesmente porque não tinha uma ou outra coisa.

Beijinhos

Pedro Ferreira.

Patty said...

Quando casamos, é porque descobrimos alguém que nos completa.
Bjocas
Patty

Miguel said...

Ou porque pensamos que descobrimos?

E realmente alguém nos completará?
E isso será necessário?

Gosta-se de alguém porque a pessoa nos completa?

E o que é isso de nos completar?
Terá algo a ver com "eu não sei cozinhar mas tu sabes, logo complestas-me"? (ou do género!)

Não me parece lógico... não me parece que isso seja o amor que fará durar uma relação...

Mas provavelmente, Patty, tens razão: as pessoas casam por isso... O que acaba por explicar muita coisa...

(de todas estas perguntas retoricas, a unica que realmente gostaria de ter uma resposta é sobre o que é isso de nos completarem... )

Poetic GIRL said...

Pedro: Eu não estava a falar de listinhas, nem de requisitos. Estava apenas a referir no meu caso em específico e pela experiências que tive, que sempre estive mais em sintonia com pessoas mais parecidas comigo do que com os opostos. Nunca poderia deixar de amar alguém só pelo simples facto de não gostar das mesmas coisas que eu. bjs

Poetic GIRL said...

Miguel: Penso que a Patty se referia ao facto de a pessoa nos preencher, ou seja, os nossos feitios, forma de ser encaixarem de forma a que não hajam conflitos constantes. Completar no sentido de não ser o oposto psicologicamente. pelo menos eu entendo assim. Claro que pessoas demasiado iguais pode ser um risco enorme, pois poderá fazer com que a rotina se instale e isso não será tão bom assim para uma relação. Será que é isto? bjs

Miguel said...

PG,

Tenho muita dificuldade em entender o Amor assim...

O Amor não tem a ver com o que vem do outro para ti mas com o teu sentimento para o outro...

Beijo

Poetic GIRL said...

Miguel: Sim isso também é verdade aliás porque podes perfeitamente amar alguém com quem nunca vais estar ou que nunca vai sentir o mesmo por ti. A mim tem -me acontecido mais assim do que o contrário. Sou sempre eu a amar, e não encontrar o AMor do outro lado. E isso custa. bjs

Miguel said...

E como sabes tu, PG, que o que sentes é Amor e do outro lado não é?

Achas que é o quê?

Que diferenças vês?

(e eu a escrever sobre isto... que coincidência...)

Poetic GIRL said...

Miguel: Eu sei que é amor, porque sinto-o cá dentro, o elo invisivel que me liga a essa pessoa, faz -me querer estar com ela, aninhar-me em seus braços... tu sabes essas coisas. Muitas vezes ele aparece assim de mansinho. Sem dares por ele, aos poucos vai-te tornando dependente daquela pessoa, dos gestos dela para contigo. E ficas á espera dos sinais que mostrem que do outro lado possa existir alguma esperança. Vês muitas vezes o que nem sequer lá está e é aí que a dor da desilusão quando bate forte. E a pessoa te diz ah e tal não gosto de ti como amiga, uma grande amiga, mas todos os gestos denunciavam o contrário? Pois é a história da minha vida, aproximam-se, tecem as teias, iludem, depois puxam o tapete sem aviso prévio.

(com que então a escrever sobre a mesma coisa? depois vou ver)

Miguel said...

É um texto que comecei há meses e que não consigo dar por acabado...

Vola e meia pego nele para ver se o termino de forma minimamente satisfatória mas está dificil...

Vamos ver...

Depois lês e vês se faz sentido e onde te encaixas nisso...

Beijinho