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Friday, July 2, 2010

Poesia - 3º Participação




Sangro com a tua ferida
arrepio-me com o teu medo
mas não me peças para te soltar.
És música sonhada
por quem só espera adormecer
por quem não pode mais acordar.

Relembro sem passado
nem presente a memória
do infinito que só o futuro possui.
Encarno mais uma vez
a alma que não revelas
quem és tu que eu sempre fui?

Conheço da tua dor o silêncio
a luz fria do afecto, o impulso da lucidez.
Conheço da tua morte o sentido
que para uma só vida eu nasça, fuja e me perca de vez.

Autoria: Luís Coelho

2 comments:

Petra Pink said...

adorei! simplesmente perfeito!

pinguim said...

Muito bom!
Quando o "eu" transborda no poema, mesmo com amargura, gosto sempre muito.