Pages

Monday, October 4, 2010

Compreendi...

"Finalmente compreendi que as emoções na maior parte das pessoas falam mais alto do que a razão. É bom deixarmos-nos ser conduzidos pela mão das emoções, mas será que já pensamos nas consequências que poderá trazer à nossa vida? Eu sou pessoa de emoções. Sou sim. Quem me conhece sabe isso perfeitamente. Mas também sou racional. Penso que atingi o ponto de equilíbrio dentro de mim.
 António Damásio diz que os indivíduos que sofrem determinadas lesões a nível cerebral podem mudar radicalmente comportamentos. A tal ponto de familiares, amigos não o reconhecerem. Mas aí nesses casos estamos a falar de mudanças que nos são alheias, ou por motivos de doenças ou por motivos de acidentes. Mas a mudança imposta, aquela que eventualmente alguém espera de nós poderá nunca vir a acontecer. Por vezes poderemos até dar a ideia de que mudamos, mas as nossas emoções, manipuladoras de toda e qualquer razão se encarregam de chamar a si o que é seu de direito.
Ao vivermos em sociedade o nosso comportamento é moldado de acordo com as "regras" que nos são impostas desde bem pequenos. Um conjunto de princípios, de comportamento pré-estabelecidos que nos são dados a conhecer desde bem pequenos. Mas será que as nossas emoções detentoras de nós que são, não serão elas responsáveis pelos nossos actos em si?
Estes debates, estas questões, entre razão, mente, emoções sempre me seduziram. Porque nós nunca teremos certeza do que se passa na cabeça dos outros, não é? Às vezes nem na nossa própria mente sabemos."Bela

P.S. Este post vem a propósito da leitura do livro "O erro de Descartes de António Damásio"

9 comments:

Petra Pink said...

olha agora quem vai ler esse livro sou eu.

Anne said...

penso que tudo é influenciado na nossa vida. de livre arbítrio temos pouco. tudo é condicionado até ao pormenor por momentos que passámos, por pessoas com quem privámos, por aquilo que nos rodeia.
a questão é saber até que ponto podemos livrar-nos de todos os papéis que nos designaram, que nos impuseram e não deixar que as nossas emoções possam sobressair por entre a nossa mente racional.
o que é difícil para pessoas que sejam muito emocionais.
muito difícil...

Fatinha said...

Fizeste aqui um bom confronto de ideias entre a emoção e a razão duma forma simples de compreender.
Quando queremos seguir um caminho seguro, com os pés no chão apelamos á razaão, quando queremos seguir um caminho mais leve e com vontade de sermos ousados e seguir as nossas paixões, vamos pela emoção...a vida é feita com os dois estados de alma...
beijinhos

Brown Eyes said...

Eu sou uma mulher de emoções mas, ao longo da vida, aprendemos a não ligar a certas coisas. Antigamente era mais emotiva, mais espontânea, hoje há coisas que não me movem. Antigamente defendia toda a gente, hoje aprendi a defender-me a mim. Os outros que se defendam e porquê? Porque quem se lixava era eu, quem eu defendia ficava defendida e a bem com todos e os problemas caiam sobre mim. Mas, acho que são as atitudes emotivas que devem ser valorizadas, são essas que mostram a nossa inocência quando começamos a pensar antes de agir significa que perdemos a inocência e que já sofremos. Beijinhos

Poetic GIRL said...

Petra: Estou a gostar, bastante instrutivo! bjs

Poetic GIRL said...

Anne: Eu sou bastante emocional, diria que até exageradamente emocional! Mas este livro está-me a fazer ver as coisas sobre outra perspectiva, bjs

Poetic GIRL said...

Fatinha: o ideal é encontrar-mos o equilibrio entre as duas! bjs

Poetic GIRL said...

Brown Eyes: Isso é verdade, quando os nossos actos são premeditados é mesmo isso que acontece, bjs

caminhante said...

eu acredito que o ideal seria voltarmos a ver tudo com olhos de criança. tudo seria bem mais fácil e mais bonito... e, principalmente, olhar para\por nós como diz, e com razão, a brown.

bom livro. li-o há tantos anos... acho que vou ler outra vez ;)

bjinho Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ