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Monday, January 30, 2012

Momo & Eu

Estes últimos dias os meus dedos sentiram saudades do suave teclar das letras nestas páginas que nada têm de igual às letras que componho por obrigação. Saudades sim das letras que fluem por sua livre vontade, sem restrições, sem limites, sem censura. Saudades deste meu lugar, ligeiramente abandonado mas nunca esquecido. 
As semanas, dias, horas sucedem-se estonteantemente de uma forma rápida. É bom dizem-me vocês, sim é, mas esse passar de semanas, dias e horas nem sempre encerra momentos de conquistas, felicidades. Para quem espera por noticias esse tempo será porventura angustiante, mas para quem deste lado o vive, é mais uma sucessão de episódios que nem sempre encaixam uns nos outros. Continuo a mesma alma sonhadora, vivendo mais no mundo da lua do que no real.Tempo, esse eterno aliado e ao mesmo tempo inimigo. Já no livro de Michael Ende, o tempo esse eterno inimigo da humanidade. 
E porquê falar de Michael Ende? Porque este foi um dos primeiro autores a despoletar em mim esta vontade e prazer de ler. Lamento que esta história não seja muito conhecida por cá entre os nossos jovens, por uma pesquisa rápida que fiz quer-me parecer que nem sequer existe versão portuguesa. Lamento que assim o seja, pois é uma história deliciosa e que nos ensina que no fundo por vezes só precisamos de quem nos escute, não precisa de nos dar a solução, mas apenas que esteja ali para ouvir-nos. Estou a relê-lo neste momento, cada virar de página é uma supresa enorme tal como foi da primeira vez. Revejo-me naquela sala de estar, num apartemento em Dortmund, sentada no chão à chinesa com a Momo a dar-me a mão e arrastar-me consigo nas suas aventuras...



E com isto resta-me dizer-vos, estou de volta! Até quando não sei, por tempo indeterminado, sem promessas de vir cá todos os dias, mas certa de que provavelmente houve alguém desse lado que sentiu a minha falta!


6 comments:

ana said...

Põe certeza nisso! Mas a certeza de que longe daqui estás a lutar por ti deixa esta ausência com mais sentido ;)

E curioso esta referência ao livro. Por vezes só precisamos de alguém que nos escute mesmo. Foi assim que me conquistaste à primeira vista ;) hehe

Beijo grande e bom regresso. Sem obrigações, que seja um prazer nesta pausa.

Petra said...

Oh meu doce nós sentimos sempre a tua falta e tu sabes bem disso! beijão colorido

anf said...

tanta gente que como eu sentiu a tua falta, melhor sente a tua falta,
bem vinda, beijinhos

art.soul said...

que boa notícia!

volta, como diz o outro "estás perdoada". ;)

beijoca

pedro ferreira said...

É bom ter-te de volta Bela.

Brown Eyes said...

Claro que sentimos saudades. Beijinhos