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Wednesday, June 4, 2014

Era apenas uma casa velha...

Era uma casa velha que teimava em manter-se de pé mesmo com as marcas dos anos visíveis na sua estrutura. Constrastava de forma pitoresca com os prédios que pareciam querer engoli-la,  como se fossem monstros devoradores. Era uma casa velha sim, mas ainda se via os traços de uma beleza já muito perdida. Assemelhava-se a uma velha senhora, outrora muito bela mas que o passar do tempo enrugou as carnes e entristeceu o olhar. 
Do seu interior escutava-se risos cristalinos, risos que só as crianças proporcionam. E de repente a casa já não parecia tão velha assim, de repente aquele som que saía pelas frinchas expostas dava-lhe um ar delicioso. As fragilidades de outrora dissipavam-se perante o som das crianças e tal como tudo o que é velho, quando pincelado com alegria e jovialidade fica logo com um ar mais fesco e sedutor. Era apenas uma velha casa, mas uma casa com alma que é muito mais importante que uma casa bela. 

Tudo o que é belo inevitavelmente envelhece e tudo o que é composto de alma e essência permanece para sempre jovem. 


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